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A HISTÓRIA ///

NÓMADA SKIM 2005
A primeira paragem da caravana foi na Figueira da Foz a 4 e 5 de Julho. Não sendo um spot habitual para competições deste género, a Figueira demonstrou ser uma paragem obrigatória na rota do skimboard português. Com ondas de alto calibre e de uma variedade de spots considerável, a Figueira foi o primeiro wake up call do movimento Nómada para o público em geral. Os registos bem conseguem transmitir toda a intensidade, força e variedade do mar da Figueira. Como é normal em toda a costa a norte da Serra de Sintra, o vento é uma constante, e este fim-de-semana não foi excepção. Como forma de contornar o problema do vento a caravana fez jus ao seu nome e partiu do Cabedelo para Buarcos. Para uma das aspirações de inovação do Nómada, este vento foi muitas vezes um obstáculo, ou seja, uma das características dos parâmetros de avaliação de ondas era que todo o competidor teria, necessariamente, de fazer ondas de front- e back-side durante o seu heat e seriam avaliadas as melhores em cada maneira de ataque da onda, sendo que o forte vento de norte tornava bastante difícil que o atleta o enfrentasse. Mesmo assim, nem o vento conseguiu parar o espectáculo e quem lá esteve pôde testemunhar que foi uma sessão digna de história.Para a história ficam também os nomes de Hugo Santos (1º), Emanuel Embaixador (2º).

A confirmação do Santa Power Skim

Na segunda paragem da caravana, em Santa Cruz a 20 e 21 de Agosto, praia da Física, o mar mostrou toda a sua potência com uma maré viva que pôs quase todos a pensar duas, três ou quatro vezes antes de atirar a prancha para a onda, ondas de 2 e 3 metros no shore-break por vezes deixam mazelas e muita areia por todo o corpo e só os mais corajosos (ou os menos conscientes das consequências) se atiravam para as “cavernas” que se apresentavam nesse fim-de-semana, mas… Santa Cruz é assim. Outra coisa que se manteve além do alto nível de skimboard praticado foi o vento que mais uma vez fez o director de prova recuar nas suas intenções avaliativas. Foi nesta prova que o Nómada contou com o maior número de inscritos (47), e foi também nesta prova que houve mais espectadores na praia, é habitual ver grandes concentrações da “populaça” junto do pessoal do skim. Santa Cruz tem vindo cada vez mais a afirmar a sua preponderância no panorama do skimboard português e os habituais campeonatos realizados em Santa acostumaram os veraneantes e não só, ao poder e ao espectáculo por estes proporcionados. Como tal houve ainda quem arriscasse falar no nome de Santa Cruz como “a capital nacional do Skimboard”. Mais uma vez os suspeitos do costume demonstraram a sua culpa no cartório, Hugo Santos e Emanuel “Mega” Embaixador e João Dinis 1º,2º e 3º Open. Ficava então estabelecida a supremacia destes competidores em todo o Nómada.

A última etapa foi na Praia da Ilha de Faro a 15 e 16 de Outubro, no sábado de manhã poucos eram os indícios que nos fariam pensar que estes dois dias seriam de ondas fortes, perfeitas e de vento off-shore, era o “mar de fora” (Nome localmente dado à ondulação de influência atlântica que de quando em quando vem ao Algarve). Aquilo que ninguém estava à espera aconteceu, havia ondas, muitas e grandes ondas providenciadas pelo tal "mar de fora" que pôs os skimboarders em alta motivação. Foram condições que permitiram fechar com chave de ouro este ciclo iniciado na Figueira, e foram também estas condições que mais uma vez fizeram a confirmação do que toda a gente sabia, Hugo Santos pleno vencedor do Nómada e aquele que consegue surpreender em cada sessão. Na competição feminina tivemos Maria Pinto, também uma tri-repetente no 1º lugar das finais do Nómada e no masculino foi Paulo Santos que contou com dois primeiros.

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